Política

PT marca 8 de janeiro com debate em defesa da democracia e da soberania nacional em Maceió

Encontro marcou o primeiro grande evento político do PT em Alagoas em 2026

Por Rívison Batista 08/01/2026 20h50 - Atualizado em 09/01/2026 01h27
PT marca 8 de janeiro com debate em defesa da democracia e da soberania nacional em Maceió
Evento reuniu centenas de pessoas no Jaraguá - Foto: Rívison Batista

Promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em Alagoas, por iniciativa do presidente estadual da sigla, deputado estadual Ronaldo Medeiros, e da presidenta do Diretório Municipal de Maceió, Alê Costa, um debate em defesa da soberania nacional e do Estado Democrático de Direito reuniu centenas de pessoas nesta quinta-feira (8), no Centro de Inovação, no bairro do Jaraguá, em Maceió. O auditório ficou superlotado.

O encontro marcou o primeiro grande evento político do PT em Alagoas em 2026 e teve como objetivo reafirmar o compromisso do partido com a democracia, a soberania popular e o respeito às instituições. A escolha da data fez referência direta ao 8 de janeiro de 2023, quando atos golpistas atentaram contra os Poderes da República, em Brasília, episódio que se tornou um marco na luta em defesa do regime democrático no Brasil.

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O debate ocorreu no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o Projeto de Lei da Dosimetria, tema que permeou grande parte das falas das lideranças presentes.

Durante o evento, o vice-presidente do PT, Joaquim Soriano, destacou a importância da mobilização popular em defesa da democracia. Segundo ele, “o que reforça a democracia é todo o pessoal, nesse período de férias, indo para as ruas para homenagear justamente a democracia brasileira. O ato em Brasília com o presidente Lula foi um sucesso. Lula encorajou todos os brasileiros e brasileiras a não ceder nas questões fundamentais do nosso povo”.

O reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Josealdo Tonholo, fez um resgate histórico e alertou para os riscos que ainda cercam o cenário político nacional e internacional. “O Brasil viveu uma experiência da década de 1960 até a década de 1980. E quase ocorreu o mesmo erro agora, recentemente, no 8 de janeiro de 2023. Acho que a gente está em um momento muito especial no país, mas num cenário mundial preocupante e que, se não houver uma sintonia muito clara do povo brasileiro, a gente vira a próxima vítima”, afirmou.

Um dos momentos mais aguardados do encontro foi a participação do ex-ministro José Dirceu, que comentou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria. Para ele, a proposta não poderia prosperar. “Em primeiro lugar, o projeto de lei era inconstitucional. Na verdade, aquilo era uma semi anistia. Eles destruíram a Câmara e o Senado. Vamos lembrar disso. O país tem que lembrar. Destruíram a Suprema Corte. Organizaram um golpe de Estado. Tinha um plano para assassinar o presidente da República”, declarou.

O deputado federal Paulão (PT) reforçou a posição contrária à anistia e elogiou a decisão do presidente. “O povo brasileiro não quer o processo de anistia. O ato do presidente Lula foi corretíssimo. O José Dirceu é um símbolo para o partido e para a sociedade. Ele é um emulador para que a gente continue plantando sementes de cidadania”, disse.

Na mesma linha, o deputado estadual e presidente do PT em Alagoas, Ronaldo Medeiros, foi enfático ao defender o veto. “A gente não pode perdoar criminosos que queriam assassinar três autoridades eleitas no Brasil — presidente, vice-presidente e ministro do STF — e violentaram a democracia em 8 de janeiro de 2023”, afirmou.

O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh), Judson Cabral, também destacou a necessidade de posicionamento firme em defesa do regime democrático. “A tomada de decisões é em defesa da democracia. Nós não podemos deixar de entender que anistiar manifestações terroristas contra o processo democrático é uma coisa complexa. E o PT tem a obrigação de demonstrar que está ao lado da democracia”, ressaltou.